
No ano 2006, o Porto lançava um projecto inovador chamado Visão 611, cujo objectivo era que a formação começasse a produzir mais jogadores capazes de integrar o plantel principal. O período definido foi de 5 anos, o que significa que este é o ano de se avaliar o que foi conseguido.
Em simultâneo, e após mais uma época fantástica, todos os adeptos rezam para que as jóias se mantenham e se possível que novos diamantes entrem no Dragão.
Dito isto, tudo indica que o Mariano, o Rodriguez e o Fernando vão para outras paragens. Pessoalmente não tenho quaisquer objecções, até porque as vendas do Uruguaio e do Brasileiro teoricamente serão suficientes para equilibrar o orçamento. Abrem-se então 2 ou 3 vagas no plantel, que é necessário tapar.
Para a próxima época aparentemente estão confirmados o Iturbe, o Djalma e o Kelvin. Os 2 primeiros são extremos, e o Kelvin é um polivalente, pode ser 10, pode ser extremo, pode ser avançado. Entretanto, andam por aí a passear o Ukra, o Castro e o Sérgio Oliveira, que receio que não irão ter espaço na equipa, ainda que se fale que o último possa integrar a pré-época.
O Castro pegou de estaca no Gijon. O Ukra foi titular no Braga. O Sérgio Oliveira não teve grande sucesso no Beira-Mar, mas pessoalmente tenho alguma dificuldade em acreditar que estes putos tenham alguma hipótese de mostrar qualidade em clubes que apenas jogam para não perder. O que sei é que tem uma cláusula de 30 milhões e já encantou o Dragão.
Com a saída do Fernando, o Castro parece-me uma boa opção. Acredito que este modelo de jogo não precisa de um trinco puro se se tiver 2 “Moutinhos”, e acho que o Castro, e talvez o Souza, poderiam encaixar nesse perfil.
No entanto, fala-se de Prediger e de Luís Alberto…
Com a saída do Mariano e do Rodriguez, o Iturbe parece realmente mostrar dotes que tornam a sua contratação interessante, mas a contratação do Djalma e do Kelvin fazem-me alguma confusão.
O Djalma é mais um Alan, e o último oferecemo-lo ao Braga. Então porquê esta contratação? Para arreliar o Marítimo, pois claro, mas quem se lixa é o Ukra.
Quanto ao Kelvin, aquilo que já vi não me entusiasmou e sinceramente preferia ver o Sérgio Oliveira a ter uma oportunidade séria.
São apenas mais três jogadores de uma grande fornada de promessas que foram surgindo e desaparecendo. São os jogadores que não têm qualidade? Acho que não. Ainda que as épocas de 2006 até 2011 tenham sido de evidente sucesso, também é verdade que tivemos por aí grandes barretes cujos lugares poderiam ter sido ocupados pelos Dragõezinhos.
Será que o Hélder Barbosa, o Vieirinha e o Bruno Gama seriam inferiores ao Mariano? O Valeri, o Prediger e outros do género teriam mais qualidade que o Paulo Machado?
A diferença seria de uns 15 milhões de euros que se teriam poupado, ou seja, um Raul Meireles.
O Projecto Visão 611 termina este ano, e até agora sem produzir quaisquer resultados e sem que os adeptos tenham recebido qualquer cavaco sobre o assunto. Gostaria que algum responsável explicasse o porquê deste aparente fracasso, e sobretudo o que se pretende fazer agora que o prazo chegou ao fim.
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